quarta-feira, 20 de março de 2013

Harry Louis, namorado brasileiro de Marc Jacobs, troca o pornô pelos chocolates

A vida do mineiro Harry Louis, de 26 anos, deu uma reviravolta no último ano; desde que começou a namorar o estilista americano Marc Jacobs, da Louis Vuitton, ele virou alvo de paparazzi internacionais, conheceu megacelebridades e abandonou a indústria pornô gay, em que protagonizou 32 filmes ao longo de cinco anos. Harry jura de pés juntos que o namorado não teve nada a ver com a aposentadoria e anuncia a nova empreitada: o lançamento de uma linha de… bombons, como conta nossa Época desta semana. “Aprendi a fazer chocolate com minha avó, quando eu tinha 10 anos. Adoro cozinhar; meus amigos me chamam de Mama Harry”, diz. Entre os 50 sabores, estão os de champagne, chiclete, Coca Cola e coco, a receita original. “Todos parecem joias, brinquedos e têm muito brilho e purpurina”.
O preferido do namorado é o de brigadeiro. “Ele me lembra o primeiro jantar que o Harry fez para mim. Fui à casa dele e ele me ensinou a fazer os brigadeiros. Não me surpreendi quando Harry me contou que faria os chocolates. Ele preparou os do aniversário do Lorenzo (Martone, publicitário brasileiro, ex-namorado de Marc) e todo mundo ficou louco por eles. Acho que era apenas uma questão de tempo para que o Harry se desse conta de que sua paixão era fazer esses chocolates que todos tanto apreciam”, diz Marc a ÉPOCA. O estilista virá ao Brasil em abril para comemorar o aniversário de 50 anos com Harry. “Ele é um gênio, tenho muita admiração por ele, que opinou nas fotos da campanha e nos novos sabores que eu desenvolvi”, conta o neochocolateiro, que começará a venda online em Londres com planos de abrir lojas em Nova York e no Brasil.


Marc teve alguma influência na sua decisão de deixar a indústria pornográfica?
De jeito nenhum. Foi uma decisão minha. Eu decidi sair porque não era uma coisa que me dava mais entusiasmo de fazer. Quando eu saí, estava no auge da minha carreira, com mais de 30 filmes. Antes de virar pornô gordo e velho, precisava traçar um plano de vida e de carreira. Mas não me arrependo de absolutamente nada, levo tudo como uma experiência muito boa na minha vida.
Por que os chocolates?
Eu amo cozinhar. Aprendi a fazer com minha avó, que sempre preparava os chocolates para o Natal. Em Londres, onde moro, sempre cozinhei para os meus amigos. Como bom mineiro, sei fazer um pão de queijo maravilhoso. E todo mundo me dizia para fabricar profissionalmente os chocolates. O momento certo chegou agora.
O que o chocolate terá de diferente dos outros?
Primeiro os sabores mais inusitados: Coca-cola, chiclete, champagne. Mas tem também os tradicionais, como brigadeiro e coco, que é a receita original da vovó. Segundo a apresentação: todos têm um brilho, uma purpurina e não parecem bombons, as joias, estrelas, brinquedos. A embalagem é uma caixa de joias. Aluguei uma cozinha industrial em Londres e viro noite cozinhando. O negócio vai começar online, mas pretendo abrir logo filiais em Nova York e no Brasil.
Sua avó está mais feliz com a nova carreira?
Minha avó adorou está muito orgulhosa. Mas ela me ama de qualquer jeito, independentemente do que eu faça. Fui a Tel Aviv, e comprei várias coisas para ela, tercinhos. Ela é muito religiosa.
Você e Marc pretendem se casar, adotar filhos?
Ele é o meu amor, estamos muito felizes. Eu moro em Londres, que é uma cidade que eu adoro e ele, em Nova York. Nós sempre arrumamos tempo para nos vermos. Quanto a adotar, não é um projeto em que pensei. Já temos nossos filhos, os bullterriers Never e Daisy (risos).
Você conheceu muitas celebridades desde que começou a namorar Marc. Alguma em especial lhe chamou atenção?
A Debbie Harry, porque eu sempre fui fã do Blondie. Quando Marc nos apresentou, eu nem a reconheci, porque hoje ela é uma senhorinha, bem diferente daquela roqueira dos anos 80. A Lady Gaga é uma fofa, bem louca. A Anna Wintour (editora-chefe da revista Vogue America) me tratou como um igual. Só teve uma que me tratou como não deveria, mas não vou citar nome, porque sou educado, ao contrário dela.
Sem chance de voltar ao pornô?
Me chamaram para gravar, ofereceram um cachê monumental, mas não é questão de dinheiro. Embora não tenha o menor arrependimento do que fiz, esse capítulo está encerrado.

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